AOS NOSSOS NOVOS DIACONOS NA DIOCESE DE TETE
- canhandula
- Jul 26, 2025
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Coutinho Jerónimo,
Dimione Mulauzi,
Franque Banda,
Hermínio Escova.
A vida sacerdotal à qual ora decidis dedicar a vossa vida nesta idade jovem, é muito mais do que uma convicção de fé. Posso dizê-lo porque sou catequista, e por isso, guiado pela sabedoria do nosso Pároco, sabedoria essa que procuramos sempre e que ilumina os nossos passos. E nos ajuda a ajudar outros.
É expor-se na liderança, dar por assim dizer o peito, estar na dianteira. Para isso é necessário ter conhecimento social profundo do rebanho de Deus que vocês se propõem guiar, afim de melhor educar, moldar e dirigir o rebanho, saber transmitir a Palavra na linguagem que esse tal rebanho de Deus compreenda. E compreender que sesse povo continua sofrendo. Ao dedicar o resto das vossas vidas ao serviço do povo de Deus, decidistes investir emocionalmente neste povo humilde, pobre, paciente, esperançoso, fiel e temente a Deus.
A 30 de Julho do ano passado (2024), fiz uma dedicatória a outros dois diáconos da Diocese que foram ordenados ali mesmo no Zóbwè no dia 18 de Agosto de 2024. Zóbwè foi para mim um Seminário, onde estudei do primeiro ao quinto ano (1967/68-1972). Podia eu reproduzir por inteiro a tal dedicatória que, como dizia então, tratou-se de uma oportunidade festiva para reafirmar e exteriorizar a nossa fé no valor missionário do ofício ao qual ora dedicais a vossa vida. Passais a ser daqui em diante, as pessoas que elevam a nossa voz ao Senhor, e as pessoas que interpretam a voz do Senhor para nós, multidão de seguidores, seara aberta a vós trabalhadores do Senhor.
E à semelhança do ano passado, repito:
Neste momento solene da Diocese, queria primeiro endereçar a minha dedicatória aos novos sacerdotes, que se juntam aos sacerdotes já consagrados, e reafirmar as expectativas do povo cristão, e curiosamente também do povo não cristão, no que diz respeito às qualidades exigidas do ministério que ora passam a exercer de direito e de dever: elas se resumem nas virtudes de abnegação, de humanidade sublimada para o exercício das quais nós outros temos imensas limitações. Fazei-lo por nós.
Não vou continuar a cabular da minha própria lucubração do ano passado, que podeis ler por inteiro AQUI.
Desejo-vos boa peregrinação neste caminho que escolhestes, o qual, nas condições actuais do nosso país, exigem dos sacerdotes que voces passais a ser, a qualidade de arautos da Justiça e da Paz, exercendo o ofício de ANÚNCIO e DENÚNCIA, praticadores da Doutrina Social da Igreja.
Desejo-vos: Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade e Temor a Deus.
Canhandula,
Tete, Julho de 2025




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